ai o segundo conto, e em breve, se eu achar meus antigos poemas eu os postarei.
Dócil
Parecia um dia normal, muita gente no pátio do colégio, muito barulho, aquele seria o nosso último recreio antes da formatura. Tudo estava ótimo, estávamos na rodinha de amigos costumeira, dali a pouco um cachorro, até que bem dócil, começou a circular entre nós. Edu, meu colega loiro, com cabelo cacheado e de olhos meigos, disse que iria pegar o animal e levá-lo para fora dali.
O desespero me tomou quando o indefeso cachorro se transformou em uma fera da minha altura, com dentes do comprimento de meus dedos, que jogou Edu contra a parede. Ele caíra em meus braços, e sussurrou:
- Laura...
Sem conseguir proferir mais que meu nome eu o levei para as escadarias que davam acesso ao prédio da enfermaria, lá o deixei. Ao voltar para o pátio vi o dia se tornar noite, tudo em total breu, a correria era geral, estava sem entender nada.
Chamei por minhas amigas vi que elas estavam organizadas correndo para o prédio dos dormitórios, chamei novamente, não obtive resposta, até que um de meus colegas me chamou. Os meninos estavam no banheiro masculino, segurando isqueiros, não me falaram nada além de:
- Suba as escadas, rápido...
Depois só entendi gritos, por dentro do banheiro vi escadarias, as subi, logo encontrei algo parecido com uma fortaleza, me acomodei em um pequeno espaço. Pouco tempo depois algumas meninas entravam, mais atrás vi minhas amigas, perguntei:
- O que esta havendo?
Denise, ofegante respondeu:
- Você não consegue nem imaginar? Aquele não era um cão comum, era um lobisomem, e quando Edu tentou domá-lo, ele levou como um desafio. Nossa sorte é que fomos treinados para sermos caçadores de lobisomens...
Foram as últimas palavras de que me lembro, depois houve um baque muito grande na rua e daí eu desmaiei. Logo fui acordada, mas não consegui digerir aquela história de treinamento, mas aos poucos comecei a perceber certas atividades escolares como: treinamento de cães, muitas lutas corporais, lendas antigas, sobrevivência na selva e em locais de completa escassez,...
Cada vez tudo parecia mais confuso, até que fomos informadas que os meninos foram derrotados, e levaria pouco para que a fera nos achasse, era lutar ou morrer sem tentar. Muitas, com medo, ficaram no abrigo, já sem escolha fui à frente, a escuridão permanecia, mas ainda sim foi possível ver muitos corpos no chão. Circulamos por todo pátio, porém nenhum sinal do monstro.
Fomos para a sala das câmeras para localizar o animal, no local mais inesperado o encontramos. Parecendo um simples animal, ele estava sentado no jardim dos girassóis, onde seria a entrega dos diplomas, porém nada fora organizado, apenas um mural com nossas fotos. Ouvi um estampido e o cão com tamanho de um urso adulto fora atingido, por uma garota da equipe de tiro ao alvo, ele caíra, derrubando o mural e manchando-o de sangue. Triste saber que o fim seria apenas o começo que uma vida sem aposento, e muito menos de outra direção, triste fim.
as coisas mudaram, só ainda não escrevi com essa nova perspectiva, então, enquanto isso, vou relembrar para não esquecer
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Formaturas infernais
Fiz dois contos para uma promoção do livro, vou posta-las, provavelmente não serão do agrado da maioria, mas pra mim é uma especriencia, ainda assim espero que gostem.
Pé Esquerdo
- Seu idiota, então não venha me buscar amanhã!
Foi assim que o meu telefonema com Dave acabou, parece um pouco triste, mas a culpa foi dele, já começando por ele ter me chamado de Miojo, será que ele nunca vai entender que o meu nome não tem nada a ver com massa, ele é tão simples, Meg.
Apesar de tudo isso espero que ele venha me buscar amanhã, afinal, vai ser o meu primeiro baile de formatura, quero que tudo seja perfeito. Contudo vou dormir agora, pois amanhã não posso estar com olheiras.
- Não, meu coração não, eu garanto que não sou boa, não faça isso, é a minha família, eles não merece, ta tudo bem, acaba comigo primeiro, NÃOOOOO!
Droga acho que eu tive um pesadelo. Só não entendi porque mesmo berrando no volume em que eu estava ninguém veio me acordar. Mas tudo bem, hoje não posso me estressar, pensando bem, posso sim, garanto que se o Leo estivesse aqui tudo estaria bem, meu irmão querido, esta vai ser minha primeira grande data sem ele, espero me sair bem.
O dia passou rápido, mas muito estranho, parecia que a rua inteira decidiu dormir o dia inteiro, silêncio absoluto. Usei esses fatos ao meu favor, liguei o som bem alto e fui tomar um banho de banheira, tudo estava ótimo, até que a água começou a ficar vermelho sangue e aquela musiquinha de filme de terror começou a ressonar nos meus ouvidos, tinha ficado menstruada bem no dia da minha formatura.
Eu não podia ter mais problemas, ainda bem que eu estava preparada para este. Logo tive que sair da banheira, fiz um rápido tratamento de pele e arrumei o meu cabelo, me maquiei e me vesti, não para me gabar, mas eu estava linda, e nas doze badalas eu não me transformaria.
Já quando soaram oito badaladas não me contive, cai no choro, Dave acreditou em minhas palavras. Entretanto meus pais poderiam me levar, mas onde eles estavam em lugar nenhum. Resolvi chamar um taxi, mas ninguém atendia. Pior não ficaria então resolvi ir andando, afinal o colégio não ficava muito longe.
Eu era uma modelo nas ruas desertas, mas aquilo realmente não parecia uma passarela e sim um comercial de xampu, “Seus cabelos não iram mais sofrem com a umidade”, mas as poucos o vento aumentou e a chuva também. Só imaginem cheguei lá ensopada.
Tinha começado a me acalmar, porém não havia ninguém ali. Imaginei que todos já estariam no salão, o alívio percorreu o meu corpo quando vi o salão lotado, mas aos poucos quando percorria o corredor lateral vi que aqueles não eram meus colegas, e muito menos eram gente viva.
Minha reação mais espontânea foi o grito, mas a música estava alta demais para isso, tentei sair correndo, mas escorreguei em uma poça de sangue, meu vestido branco se tornara vermelho, reparei aos poucos que além da multidão de seres havia corpos no chão, alguns colegas sem sorte. Senti algo gelado tocar em mim, uma mão sem pele, meu professor, ele me disse para ir embora logo, já que aquilo era normal, e dali a um dias todos voltariam a ser o que eram.
Fiquei pasma quando ao olhar em volta vi quem eram aqueles serem, todas as pessoas da cidade estavam ali, e meus colegas ao chão eram os que desmaiaram antes de sair dali. Aos poucos consegui tomar consciência, mas não foi o suficiente para me mexer, sem contar o cheiro de sangue que começou a me deixar tonta, tudo começou a girar, até que pareceu que eu estava flutuando.
Não pensem que eu adquirira poderes, era apenas meu irmão me carregando no colo. Leo disse que correra para chegar aqui o mais rápido que pode depois de ficar sabendo que estava tão próximo de acontecer este fenômeno na pequena cidade de Canoas. Demorou até eu assimilar a idéia, mas quem não demoraria, pois descobrir que você mora em uma cidade que de vinte em vinte anos a pessoas viram zumbis sem aviso prévio por uma noite. Só fiquei imaginando por que os mais novos estavam normais, ele também me explicou que isso só acontecia depois de certa idade.
Voltamos para casa, me limpei, liguei para o Dave e descobri que ele era um dos prováveis desmaiados já que ninguém atendera, vesti aquele pijama que ajuda em todas as horas, fiz pipoca, e eu e Leo ficamos conversando por um tempinho até cairmos no sono, acabamos ficando no sofá até nossos pais nos acordarem, como se nada tivesse acontecido. E a formatura acabou sendo transferida pois dizem as más bocas que ninguém acabou indo na data anterior, o motivo teria sido uma virose, já de Dave ninguém nunca mais ouviu falar.
- Seu idiota, então não venha me buscar amanhã!
Foi assim que o meu telefonema com Dave acabou, parece um pouco triste, mas a culpa foi dele, já começando por ele ter me chamado de Miojo, será que ele nunca vai entender que o meu nome não tem nada a ver com massa, ele é tão simples, Meg.
Apesar de tudo isso espero que ele venha me buscar amanhã, afinal, vai ser o meu primeiro baile de formatura, quero que tudo seja perfeito. Contudo vou dormir agora, pois amanhã não posso estar com olheiras.
- Não, meu coração não, eu garanto que não sou boa, não faça isso, é a minha família, eles não merece, ta tudo bem, acaba comigo primeiro, NÃOOOOO!
Droga acho que eu tive um pesadelo. Só não entendi porque mesmo berrando no volume em que eu estava ninguém veio me acordar. Mas tudo bem, hoje não posso me estressar, pensando bem, posso sim, garanto que se o Leo estivesse aqui tudo estaria bem, meu irmão querido, esta vai ser minha primeira grande data sem ele, espero me sair bem.
O dia passou rápido, mas muito estranho, parecia que a rua inteira decidiu dormir o dia inteiro, silêncio absoluto. Usei esses fatos ao meu favor, liguei o som bem alto e fui tomar um banho de banheira, tudo estava ótimo, até que a água começou a ficar vermelho sangue e aquela musiquinha de filme de terror começou a ressonar nos meus ouvidos, tinha ficado menstruada bem no dia da minha formatura.
Eu não podia ter mais problemas, ainda bem que eu estava preparada para este. Logo tive que sair da banheira, fiz um rápido tratamento de pele e arrumei o meu cabelo, me maquiei e me vesti, não para me gabar, mas eu estava linda, e nas doze badalas eu não me transformaria.
Já quando soaram oito badaladas não me contive, cai no choro, Dave acreditou em minhas palavras. Entretanto meus pais poderiam me levar, mas onde eles estavam em lugar nenhum. Resolvi chamar um taxi, mas ninguém atendia. Pior não ficaria então resolvi ir andando, afinal o colégio não ficava muito longe.
Eu era uma modelo nas ruas desertas, mas aquilo realmente não parecia uma passarela e sim um comercial de xampu, “Seus cabelos não iram mais sofrem com a umidade”, mas as poucos o vento aumentou e a chuva também. Só imaginem cheguei lá ensopada.
Tinha começado a me acalmar, porém não havia ninguém ali. Imaginei que todos já estariam no salão, o alívio percorreu o meu corpo quando vi o salão lotado, mas aos poucos quando percorria o corredor lateral vi que aqueles não eram meus colegas, e muito menos eram gente viva.
Minha reação mais espontânea foi o grito, mas a música estava alta demais para isso, tentei sair correndo, mas escorreguei em uma poça de sangue, meu vestido branco se tornara vermelho, reparei aos poucos que além da multidão de seres havia corpos no chão, alguns colegas sem sorte. Senti algo gelado tocar em mim, uma mão sem pele, meu professor, ele me disse para ir embora logo, já que aquilo era normal, e dali a um dias todos voltariam a ser o que eram.
Fiquei pasma quando ao olhar em volta vi quem eram aqueles serem, todas as pessoas da cidade estavam ali, e meus colegas ao chão eram os que desmaiaram antes de sair dali. Aos poucos consegui tomar consciência, mas não foi o suficiente para me mexer, sem contar o cheiro de sangue que começou a me deixar tonta, tudo começou a girar, até que pareceu que eu estava flutuando.
Não pensem que eu adquirira poderes, era apenas meu irmão me carregando no colo. Leo disse que correra para chegar aqui o mais rápido que pode depois de ficar sabendo que estava tão próximo de acontecer este fenômeno na pequena cidade de Canoas. Demorou até eu assimilar a idéia, mas quem não demoraria, pois descobrir que você mora em uma cidade que de vinte em vinte anos a pessoas viram zumbis sem aviso prévio por uma noite. Só fiquei imaginando por que os mais novos estavam normais, ele também me explicou que isso só acontecia depois de certa idade.
Voltamos para casa, me limpei, liguei para o Dave e descobri que ele era um dos prováveis desmaiados já que ninguém atendera, vesti aquele pijama que ajuda em todas as horas, fiz pipoca, e eu e Leo ficamos conversando por um tempinho até cairmos no sono, acabamos ficando no sofá até nossos pais nos acordarem, como se nada tivesse acontecido. E a formatura acabou sendo transferida pois dizem as más bocas que ninguém acabou indo na data anterior, o motivo teria sido uma virose, já de Dave ninguém nunca mais ouviu falar.
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